Fototerapia

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Fototerapia é a utilização da luz para tratamentos médicos. Essa luz pode ser a luz natural do sol ou através de lâmpadas artificiais que emitem a luz na radiação específica desejada para aquele determinado tratamento e doença.

A luz natural do sol emite radiação que ocupa a faixa espectral de 100 nm a 3000 nm (3 ?m), sendo uma parte absorvida pelas moléculas de oxigênio e de ozônio, outra perdida por reflexão ou difusão, e 51% que chegam à superfície terrestre. Cerca de metade desta energia é emitida como luz visível e o restante como radiação infravermelha e ultravioleta.

A radiação UV se divide em ultravioleta A {UVA- 320 a 400 nm}, ultravioleta B {UVB – 290 a 320 nm} e ultravioleta C {UVC – 200 a 290 nm}. Essa última não chega a superfície terrestre, uma vez que seria extremamente danoso caso fosse absorvida pela camada de ozônio. A radiação ultravioleta é a radiação mais energética da luz solar, possuindo grande poder de penetração na pele. Portanto, a UVA e UVB são utilizadas especificamente para a fototerapia pelo seu papel imunomodulador e imunossupressor. A grande vantagem das cabines de fototerapia é que elas se utilizam de lâmpadas especificas dentro do espectro da UVA e da UVB, e com espectros nas zonas estreitas de radiação, favorecem a atuação e evitam efeitos colaterais.

A partir da década de 80, passou a se utilizar com mais frequência a fototerapia com UVB banda estreita (“narrow band”), que atua especificamente dentro da radiação 311-313 nm, diminuindo, assim, os riscos e aumentando os resultados. No campo da Dermatologia, a fototerapia é indicada para várias dermatoses, principalmente para psoríase, vitiligo, dermatite atópica e linfoma cutâneo de células T primário de pele.